- O uso de computadores por empresas brasileiras é alto, mas nem todas sabem desfrutar os recursos da tecnologia. A segunda Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Empresas), divulgada ontem pelo CGI, mostra que 94,85% das empresas nacionais do setor formal têm acesso à internet, mas só metade tem um site para divulgar seus serviços ou produtos.
Elas estão sobretudo entre os setores menos especializados e no qual a informalidade tende a ser maior, como o de serviços e comércio, informou o
Estado de Minas.
A pesquisa registrou entre as empresas do Nordeste o maior nível de acesso a internet, sendo que 96,70% delas já estão plugadas. Apenas 36,12% delas, porém, têm site, enquanto no Sudeste 94,99% das firmas estão conectadas e 52,13% construíram páginas de divulgação na rede mundial. Para Mariana Balboni, gerente do Cetic, a inserção da internet no cotidiano empresarial depende do perfil de atuação. “Acho que é uma questão cultural dentro das empresas ainda e a evolução do serviço tende a ser bem mais rápida do que algumas conseguem acompanhar”, comenta.
O número de empresas que usam a rede para comprar produtos e serviços ficou praticamente estável em relação à pesquisa de 2005. No ano passado, cerca de 52,07% dos entrevistados já haviam fechado algum pedido on-line usando redes externas de comunicação, e-mail ou a própria internet. O comércio feito exclusivamente por trocas de mensagens eletrônicas foi realidade em 44% das empresas entrevistadas. O uso dessa ferramenta deu aos executivos agilidade e aumentou a competitividade nos mercados em que as companhias atuam, segundo especialistas.
O faturamento conseguido apenas com o comércio eletrônico, entre os 42,6% de empresas que usam o serviço no Brasil, já representa até 25% dos rendimentos totais. A pesquisa revela também que um seleto grupo de 15% dos entrevistados já consegue faturar mais pela internet do que pelo sistema de compra e venda física. Segundo Mariana, a quantidade de empresas brasileiras que usam o comércio eletrônico é considerado satisfatório. “O serviço, muitas vezes, não aumenta por falta de opções dentro do próprio mercado”, diz, lembrando a necessidade de existir uma rede de fornecedores e compradores mais estruturada para que as negociações ocorram com maior facilidade.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios